Bem vindos
Olá.
Bem vindos ao blog de Valença do Minho, vamos criar aqui um espaço onde se possa expressar o que está bem ou mal e o que se deve ou nao fazer no nosso concelho.
Não perca a oportunidade de deixar aqui todas as sugestões que entender, desta forma teremos um conselho mais dinâmico e compreendido por todos nós.

Valença é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima, com cerca de 3 500 habitantes.
É sede de um município com 117,43 km² de área e 14 187 habitantes (2001), subdividido em dezasseis freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Monção, a sul por Paredes de Coura, a oeste por Vila Nova de Cerveira e a noroeste e norte pela Espanha (município de Tui).
Recebeu foral de D. Sancho I, sendo então designada de Contrasta. Mudou para o actual nome em 1262. É designada por vezes por Valença do Minho.
A fortificação de Valença, povoação na margem esquerda do rio Minho, na raia portuguesa com a Galiza, remonta à transição do século XII para o XIII. Destinava-se à defesa da povoação e da travessia daquele trecho do rio.
A Guerra da Restauração e a construção da Praça-forte
No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, essa fortificação lindeira foi inteiramente reformada com projeto do francês Miguel de l'Ècole. Desse modo, foram reconstruídos os muros para abraçar o perímetro estendido da vila, e erguidas novas estruturas abaluartadas, entre as quais:
- a chamada Coroada, com três baluartes (Santa Ana, São Jerônimo, e Santa Bárbara) e dois meio-baluartes (São José e Santo Antônio);
- abertos novos fossos, sobre os quais se ergueram relevos em talude;
- revelins para defesa de algumas cortinas
- sete novos baluartes, a saber: Carmo, Esperança, Faro, Lapa, São Francisco, São João e Socorro.
Já com as primeiras obras em andamento, resistiu a uma incursão espanhola no início da guerra de Restauração (1643). Ainda em obras, caiu em mãos espanholas em 1654, para logo ser reconquistada por tropas portuguesas sob o comando do Conde de Castelo Melhor. As obras prosseguiam em 1661, para serem concluídas em 1713, quando o seu último arquiteto, Manuel Pinto de Vilalobos, a deu como concluída. Ao final do século XVIII, foram reforçados os muros do Paiol da Pólvora e levantado o Paiol do Açougue (1774).
Do século XIX aos nossos dias
Durante a Guerra Peninsular, após denodada resistência, caiu diante as tropas napoleônicas sob o comando de Soult (1809), que fizeram explodir a Porta do Sol.
Durante as Guerras Liberais, aclamou em 1828 o rei D. Miguel (1828-34), sendo recuperada pelos liberais apenas em 1830 com o reforço do almirante inglês Charles Napier.
Considerada como a mais importante fortificação do Alto Minho, objeto de diversas intervenções de conservação e restauro ao longo do século XX, as estruturas que chegaram até nós encontram-se em bom estado de conservação, abertas à visitação pública.
Características
Com a reconstrução das defesas que transformaram Valença em uma Praça-forte, a povoação ficou separada do rio por uma expressiva rede de baluartes e de patamares que se comunicam entre entre si por meio de fossos e de passagens superiores.
Planimetricamente, a Praça-forte, ao abrigo de um intrincado conjunto de baluartes, revelins e fossos, ficou dividida em duas grandes áreas que se comunicavam pela chamada Porta do Meio: o setor norte, que abrange a antiga vila medieval, e o setor sul, uma área menor e mais aberta: a chamada Coroada.


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