Manifestaçao

População cortou trânsito contra fecho das urgências

A manifestação começou pouco depois das 10h00 com uma marcha lenta, a pé, desde o centro da vila até à ponte internacional, devidamente autorizada e que previa apenas a ocupação da via no sentido Portugal-Espanha. No entanto, “no calor” dos protestos, alguns dos manifestantes decidiram também cortar o sentido inverso, o que levou à interrupção total do trânsito na ponte internacional durante uma hora, logo depois de confrontos entre elementos da GNR e populares. O comandante da GNR no local sublinhou a “ilegalidade” deste acção, garantindo que elementos à civil “identificaram várias pessoas suspeitas de terem fomentado o corte”. “Neste caso estão sujeitos processo criminal”, acrescentou o tenente Miguel Branco, que chegou a equacionar o uso da força para “restabelecer a ordem”, já que durante parte da manhã de domingo, a utilização de uma das principais entradas (e saídas) de Portugal esteve a ser desviada para as vizinhas localidades de Vila Nova de Cerveira e Monção. Sob um imenso coro de protestos, gritos e tarjas empunhadas pelo povo, apenas a voz do presidente da câmara de Valença foi suficiente para desmobilizar, passavam poucos minutos das 11h30. “Numa atitude cívica, tenho que vos pedir, por favor, para que desmobilizem. O senhor ministro com certeza que vai registar este protesto”, apelou José Luís Serra aos manifestantes, pouco depois de ele próprio ter segurado uma longa tarja onde se lia “Ministro: as urgências de Valença são nossas, não são suas“. “Não vamos cruzar os braços. O ministro não pode tomar decisões escondido no seu gabinete. Só queremos que nos deixe as nossas urgências”, afirmou ainda, manifestando-se “desiludido” com Correia de Campos, o que o levou a demitir-se de todos os cargos políticos que tinha no PS. Recorde-se que a Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências apresentou recentemente a sua proposta, na qual optou por alterar um dos Serviços de Urgência Básica de Valença (proposta inicial) para Monção, aguardando-se pela homologação desta decisão por Correia de Campos. Serra criticou ainda o ministro por alegar que em Valença só vão às urgências, em média, quatro doentes por dia. “Esqueceu-se de dizer que em Monção a média é a mesma. Mas a saúde não pode ser vista pelos números. Quatro doentes são quatro pessoas, não são quatro números”
link para ver a manifestação…RTP
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